Página Einstein
Quais são os riscos envolvidos em uma cirurgia?
Da simples remoção de uma verruga a um transplante cardíaco, todo procedimento cirúrgico tem riscos que, em sua maioria, podem ser evitados ou minimizados.
Uma ação que tem contribuído para reduzir a ocorrência de problemas é a solicitação, pelo médico, de uma avaliação prévia de risco cirúrgico e anestésico. Mesmo para procedimentos de menor complexidade, é prática frequente a avaliação cardiológica e respiratória e a realização de alguns exames complementares que podem detectar alterações, principalmente cardíacas, que não manifestam sintomas. Nos últimos anos, foram estabelecidas diretrizes brasileiras, norte-americanas e europeias, com critérios que relacionam o tipo de cirurgia ao perfil de risco de cada paciente e determinam quais exames devem ser realizados. A entrevista clínica com o paciente é essencial e deve ser a primeira avaliação a ser feita. Alergias, cirurgias anteriores e outros problemas de saúde também devem ser levados em consideração.
Todos os procedimentos cirúrgicos, por mais simples que sejam, podem ter problemas. No entanto, são muitas as formas de preveni-los ou minimizá-los.
Uma das possíveis complicações é a infecção do local da cirurgia. Apesar dos avanços na prevenção, a contaminação por bactérias e outros microrganismos é uma possibilidade real. Parte do risco está relacionada à própria cirurgia, mas a contaminação pode derivar de outras fontes, como práticas inadequadas durante o procedimento e falhas no processamento dos materiais e instrumentos utilizados. Estas podem ser prevenidas com a esterilização correta, procedimentos rigorosos e equipes treinadas.Erros humanos também estão na origem de eventos indesejáveis. Boa parte deles, porém, pode ser evitada com uma simples e poderosa ferramenta, o check-list, prática estimulada pela OMS. Trata-se de uma lista de itens que devem ser verificados pelas equipes de enfermagem, anestesia e cirurgia imediatamente antes do ato cirúrgico. A lista inclui vários elementos, alguns aparentemente óbvios, como a identificação do paciente e a marcação do local a ser operado. Demandando poucos minutos para ser executado, o check-list tem tido um papel importante para reduzir os riscos nas cirurgias nas instituições em que é adotado.
Cirurgia sem riscos associados é um mito, mas são muitas as possibilidades de prevenção e minimização. Cabe aos profissionais e às instituições incorporar os melhores recursos e práticas de segurança e informar o paciente com clareza e honestidade sobre riscos, alternativas e benefícios relacionados com o procedimento, antes da assinatura dos termos de consentimento cirúrgico e anestésico. O paciente tem o direito de conhecê-los para fazer as suas escolhas.
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